segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Canção do vento


Uma noite, quando minha mulher e eu estávamos separados, cheguei tarde do trabalho. Não queria entrar em casa para não enfrentar lembranças. Fique no jardim. Era uma noite clara, havia lua, nuvens, grama molhada, e brisa nas folhas das árvores. Algo que estava lá muito antes de eu nascer, e estaria lá bem depois do último ser humano cumprir seu destino. O tipo de noite em que o vento assovia uma antiga melodia celta de solidão e saudade. Liguei para ela dali mesmo. Não havia ninguém no mundo capaz de apreciar aquela noite comigo. Seja lá o que havia acontecido entre nós, nunca desejei tanto estar com alguém, quanto desejava estar com ela ali naquela noite. Não sabia o que dizer quando ela atendesse. Mas desejava profundamente que ela estivesse sentindo aquilo comigo. Sei o que querem dizer com apreciar a simplicidade das pequenas coisas. São extremamente raras as pessoas que fazem o contrário. São elas que compõe as letras das melodias celtas de saudade e solidão. Mas, até as antigas canções falam acerca de algo mais poderoso que o destino. Algo que parece zelar para que essas pessoas raras se encontrem e formem círculos de amizade. Não estamos sozinhos. Nossa dor nos faz mais fortes e humanos, e torna verdadeira nossa alegria.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Problemas, problemas, problemas...

Problemas, problemas, problemas... Eles fazem parte das nossas vidas. Como estamos cansados de saber, existem tantas maneiras diferentes de resolver um problema, quanto problemas. Seja lá qual for a que vc escolher, as únicas que realmente funcionam, são aquelas em que vc se compromete com a resolução, planeja, toma a iniciativa da ação e persiste.
Estórias fabulosas!!! Você sempre vai ouvir estórias sobre vagabundos "resolvendo" problemas facilmente usando astúcia. E sobre espertos que fizeram os outros "resolverem" seus problemas. Tem a do sortudo completamente inépto, que "deu sorte na vida" e eliminou todos seus problemas.
Esses contos não são novidade. Pedro Malazarte, Tom Sawyer, Aladim, O Gato de Botas etc. Muda muito pouco. O lugar não é no reino distante. A data não "era uma vez." E tem sempre um bando de fdp que juram que eram colegas trabalho da gata borralheira, saíam pra balada com o príncipe encantado e tiveram aula na quinta série com a fada madrinha. Literatura infantil para crianças maiores de idade.
Dessa forma não existe mágica. Nem muito menos milagre. Pode ser que uma coincidência ocorra. Mas não conte com isso. Pode até precisar de ajuda, mas ninguém além de vc pode resolver seus problemas. Caso vc tenha a impressão de que outra pessoa possa fazer isso, lembre-se que, a vitória será dela e o problema continuará sendo seu.
Lute, lute, lute. É assim que se faz mágica. Não desista, mesmo diante do impossível, é só assim que se alcansa milagres. Não vai ser fácil. Não foi fácil para os heróis. Não tem que ser.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Encantamento contra arapongas e pavões.

Há penas tão pequenas que repetem apenas o que todos querem ler.
Há penas de pavão tão tolas que escrevem para si mesmas enaltecer.
Mas há também as penas de águia que voam alto e do alto podem olhar.
E seu olhar aquilino vê muito além das pavonices covardias e vaidades.
São penas das pontas das asas que levam nas garras sabedoria e coragem.
Apenas quando essas escrevevem há a arte.
Apenas quando se atrevem a arriscar-se.
Apenas quando tocam as mentes com a verdade.
Há penas aos cegos e surdos ás suas visões da realidade.

Delphos

Delfos
Linda profecia
Que não compreendo
Ouço em silêncio
Amo o que vejo

Parado, observo
Te contemplo
Dorme tranqüila.
Mar revolto
Cabelos vermelhos
Realização dos sonhos
Que sonhar não me atrevo

Eu queria tanto te descobrir
Te desvelar
Descrever
Toda essa beleza,
Com toda paixão
As coisas mais simples
De ser você

EUS

Eu não sei tudo sobre mim, mas eu aprendi alguma coisa. 
Sou contemplativo, caseiro, gosto de música, livros, pizza, filmes. 
Eu não me meto, (sonho meu...) se pudesse viver assim o mundo seria perfeito. 
Dos meus amigos de infância só restam boas histórias. 
Atualmente tenho dois amigos, mas sou amigo de muito mais do que duas pessoas. 
Não tenho inimigos, infelizmente a recíproca dos amigos deve funcionar também aqui. 
Acho que reclamo demais. Que cresci em uma cidade grande demais. 
Que estudei em um colégio grande demais. E que tive namoradas demais. 
Mulheres demais na minha vida. Mãe, avós, tias, primas, irmãs, amigas, minhas, 
das irmãs, da mãe, das tias, das avós, das vizinhas, amigas das amigas, amigas das colegas... 
E isso deve ter mexido comigo, porque sou apaixonado por duas mulheres. 
Não consigo escolher entre elas. Nem viver sem amar as duas. Ao mesmo tempo, na mesma casa. 
Pode acreditar.
Aliás, outra coisa que aprendi é que as pessoas acreditam naquilo que quiser, até na rede globo.
Mas eu acredito naquilo que vivo. E vivo pensando sempre na minha esposa e na minha filha 
maravilhosas. Essas são as duas mulheres da minha vida. Pode acreditar!
De onde vem os versos?
Vem de um sentimento de verdade
que um dia alguém provou.
Dor de dente, de cotovelo, de corno.
Dor de alguém que se abandonou.
Mas também se experimenta
alegria, que cabe num copo,
num envelope numa fotografia.
Mas não cabe pra matar a saudade
a contento, que só sara se for de
um amor que voltou.
Amor que vc perdoou por motivos
que não vão mudar nada o que
houve, nem o amanhã ou a
próxima dor.
Motivo nenhum que não esteja
contido por si só, única e tão
somente no próprio amor.